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PMDB reforça unidade para negociar vice e futuro governo 08/02/2010 11h53 O PMDB reelegeu o deputado Michel Temer (SP) para a presidência do partido, num dos raros momentos de entendimento entre suas correntes, desde a eleição de Tancredo Neves, em 1984. Com a recondução praticamente unânime de Temer (591 dos 597 votos na convenção de sábado), os pemedebistas entram com mais força na negociação com o PT para a formação de uma coligação entre as duas siglas, nas eleições de outubro. O PMDB reivindica a vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff e efetiva participação no governo, se a ministra vencer as eleições. Na prática, isso significa atrair o PT mais para o centro. Os primeiros esboços do programa de governo em confecção no PT, de forte viés estatizante, são vistos com desconfiança no PMDB. Entre outras coisas, os pemedebistas querem uma participação correspondente a seu tamanho na equipe que vai formular o programa de governo de Dilma, caso se transforme em coligação eleitoral a atual aliança política entre os dois partidos. Ao compor uma chapa única para a convenção de sábado, o PMDB deu mais uma demonstração de como administrar divisões internas do partido, sobretudo em momentos politicamente decisivos.
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